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Posvenção – Como lidar com o luto e a dor dos sobreviventes do familiar suicida

Publicada em 19/03/2020

Posvenção – Como lidar com o luto e a dor dos sobreviventes do familiar suicida

 

O movimento de apoio ao luto por suicídio começou em meados da década de 70 na América do Norte e a partir daí outros grupos foram surgindo em diversos países.

 

Numa tradução feita aqui no Brasil, qualquer ato de ajuda que aconteça após o suicídio, com o objetivo de apoiar os sobreviventes, a viver mais, com menos estresse e maior qualidade de vida denominamos Posvenção.

Todos os enlutados, pais, filhos, amigos, parentes que perderam um ente querido, são chamados sobreviventes, pois tiveram a vida afetada, pela perda da pessoa.

 

A Posvenção traz intervenções, atividades, suporte e assistência de apoio, importantes para o restabelecimento mental da pessoa no período desta perda. O objetivo maior é trazer conforto e minimizar o sofrimento relacionado a este vazio, prevenir complicações e reações do luto, minimizar o risco de comportamento suicida após o episódio e promover resistência e enfrentamento nos sobreviventes.

 

A taxa aqui no Brasil em 2010, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), diz que o número de suicídios aumentou a cada 100 mil habitantes em 7%. A taxa global de suicídios em 2016 ficou em 10,5 por 100 mil pessoas, as taxas variam entre países e regiões. No mundo todo, as pessoas do sexo masculino têm maior propensão em tirar a própria vida.

 

O luto do sobrevivente traz vários questionamentos a pessoa que está passando por ele, como dúvidas, culpa, angustia, julgamento e exclusão, fora os efeitos físicos como tonturas, palpitações, tremores, fraqueza, boca seca, perda ou ganho de apetite e falta de concentração.

 

A dor de perder um ente querido de maneira inesperada desencadeia fatores tanto físicos quanto psíquicos como citamos acima, os enlutados precisam ser acolhidos e validados por profissionais da área capacitados a lidar com tal situação, para isso existem diversos grupos de apoio que fazem este tipo de trabalho.

 

Para se manter de pé a fim de superar o sentimento de culpa que a perda traz, uns buscam seu próprio caminho, outros preferem superar o momento de outra maneira, junto a parentes ou amigos mais próximos.

 

Temos que ter atenção especial as pessoas enlutadas por suicídio, o luto costuma ser mais longo do que um luto considerado “normal”. Existe uma dificuldade de compreender a atitude do suicida, pois existe uma rigidez mental, que faz com que as pessoas não consigam pensar em mais nada, a não ser nos motivos que levaram a morte da pessoa amada.

 

A dor de quem tirou a vida fica para quem sobreviveu, por isso é de extrema importância um trabalho minucioso de posvenção ao episódio, para que todos envolvidos aprendam a lidar com este momento, que pode durar dias, meses, anos, ou até mesmo nunca passar. Refazer a vida, é um ato demorado, e muito dolorido.

 

As pessoas enlutadas precisam falar e precisam ser ouvidas, O índice de tentativa de suicídio em sobreviventes é extremamente maior que em outras pessoas, O trabalho de posvenção é bastante delicado e precisa ser divulgado, pois se torna indispensável para a saúde mental dos que aqui ficaram.