Carrinho de Compras

Livro Preço Qtde Subtotal
Não existem produtos em seu carrinho de compras
 Subtotal: R$ 0,00

Saúde mental no esporte. Como as doenças psíquicas afetam atletas de alto rendimento

Publicada em 06/03/2020

Aceitar as cobranças que a vida no esporte impõe, é buscar seus limites de forma saudável, mas também buscar ajuda quando se faz necessário. O ambiente no auto rendimento esportivo pode levar o indivíduo a ter sérios problemas de ordem emocional.

Já foram relatados vários casos de ansiedade, depressão, abuso de substâncias para aumento de rendimento, perda de apetite e até suicídio no mundo dos esportes. Isso não é uma novidade. Não só por parte dos atletas, mas da comissão técnica também. Todos estão suscetíveis a isso.

A pressão pelo rendimento máximo, a falta de tolerância a derrotas e erros, a falta de privacidade, cobrança da torcida, exposição do dia a dia do atleta, tudo isso funciona como gatilho para futuros transtornos mentais. Os atletas geralmente se preparam para estar no topo da carreira, porém não se preparam para manter-se nele.

A quantidade de esportistas que já sofreram algum tipo de transtorno mental, é muito maior do se imagina. Em 2015 a Federação Internacional dos Jogadores Profissionais de Futebol, numa pesquisa com 600 jogadores, apontou que 38% deles tinham sintomas de ansiedade ou depressão, um número realmente preocupante.

O Brasil é um dos países com mais casos da doença, e segundo a Organização Mundial da Saúde, este ano será a doença mais incapacitante do mundo. Isso não é exagero, visto que mais de 6% da população já sofre deste mal.

 

A saúde mental dos atletas tem que ser cuidada de forma mais efetiva, e mais responsável dentro do esporte. Com a pressão que sofrem o tempo todo, se veem obrigados a ganhar sempre, pois podem correr o risco de perder o patrocínio, perder o contrato, ou até mesmo cair no ranking, é estar o tempo todo com uma faca apontada para o próprio pescoço.

Da mesma maneira que do esporte o atleta pode conviver num mundo de medalhas e glamour, ele pode desencadear uma série de graves transtornos mentais. Quantas vezes já não ouvimos até mesmo em entrevistas o atleta dizendo: “Não, eu não posso comer isso, Não, eu não posso, tenho treino, não posso sair, tenho que focar”. É uma bateria de “nãos”, esta escolha envolve um mundo de privações e a imensa pressão na cabeça do atleta. A vida lá fora deixa de existir, por conta da cobrança 24 horas por dia.

Priorizar os momentos de descanso sem se sentir culpado, bater um bom papo fora do meio esportivo, tirar um tempo com a família são atitudes quase inexistentes no meio. O convívio saudável em sociedade, pode vir sim a distanciar o atleta de um futuro fundo do poço, por conta das imposições em que é posto a prova todos os dias.

Por isso o papel da psicologia é de extrema necessidade neste meio. É muito mais que desenvolver somente habilidades psicológicas para melhorar a performance esportiva, mas é o olhar clinico sobre o atleta, para analisar se ele apresenta sinais ou algum sintoma mais grave que pode caracterizar o início de algum distúrbio mental. Muito mais importante que promover somente o acompanhamento do atleta, é ter um trabalho efetivo de prevenção e saúde no ambiente esportivo.